quinta-feira, fevereiro 16

Artigo de Opinião: Respeito pelo Petróleo

O dogma é um ponto fundamental e indiscutível de uma religião ou sistema doutrinário. Não nos damos ao direito de impor a nossa cultura ocidental ao mundo oriental ou muçulmano. O facto de vivermos num mundo globalizado não implica a globalização de culturas, quer-se apenas um intercâmbio de culturas, não uma imposição das mesmas!

Todos sabemos que a revolta do mundo árabe reflecte o absurdo do fanatismo pelas religiões. Contudo, vejamos qual seria a repercussão no mundo ocidental a publicação num jornal árabe de uma caricatura de Jesus explodindo bombas nucleares no Japão? Pois é, a imprensa tem liberdade para tudo, mas o que fizeram foi provocação, deitaram fogo na gasolina. E a verdade é essa mesmo!! Numa altura em o Irão ameaça ataques com bombas e fecho de torneiras, a vileza desrespeitosa de um qualquer jornal dinamarquês, que começa por reivindicar em editorial o direito de “desafiar, blasfemar e humilhar”, foi a cereja no bolo! E então porque reles de razão os pedidos de perdão por parte dos líderes europeus pela ofensa face às crenças islâmicas não surtiram efeito? Claro está que as caricaturas do profeta não passam de um mero pretexto nesta história.
O eterno erro consiste em tomar libertinagem por liberdade. Os grupos radicais dão-se ao luxo de viver em permanente dedo no gatilho por defenderem a mesma fé dos barões do petróleo, que nos mantêm em rédea curta. Se a liberdade tem algum significado, que seja o do direito de dizer aquilo que nem todos querem ouvir, mas eu partilho da mesma opinião do jornalista Rodrigo Guedes de Carvalho: “Os terroristas gostam de lembrar ao mundo que eles é que mandam. Pela força. (...) e mandam mesmo”.